Ortopedia: saiba como tratar a lesão de joelho comum no futebol e rúgbi

Por para o Eu Atleta

Lesão do ligamento colateral medial ocorre quando o atleta joga o joelho bruscamente abrindo-o ou recebe rival em movimento de fora para dentro

A lesão do ligamento colateral medial é comum nos esportes. Os atletas de esportes de contato direto, como o futebol ou o rúgbi, são mais propensos a terem. Os ligamentos colaterais são encontrados nas laterais do joelho. O ligamento medial colateral ou “dentro” (LCM) liga o fêmur à tíbia. O ligamento colateral lateral ou “fora” (LCL) conecta o fêmur ao osso menor na parte inferior da perna (fíbula). Os ligamentos colaterais controlam o movimento lateral e medial do seu joelho e previnem o movimento incomum.

lesão no joelho euatleta (Foto: Getty Images)
Comum no futebol: lesão do ligamento colateral do medial do joelho atinge os atletas (Foto: Getty Images)

 

A lesão deste ligamento classicamente ocorre quando o atleta joga o joelho bruscamente, com uma tendência de se abrir o joelho, movimento denominado “valgizaçao”, ou recebe bruscamente o adversário em um movimento de “fora para dentro”. A Lesão do LCM é classificada em escalas de gravidade:

Grau 1: O ligamento é levemente danificado em um entorse. É um estiramento leve.
Grau 2: Referido como uma ruptura parcial do ligamento.
Grau 3: Ruptura completa do ligamento, tornando a articulação do joelho instável.

Os sintomas

O principal sintoma é a dor na região interna do joelho. Em alguns casos, pode-se também notar inchaço sobre o local da lesão e, às vezes, hematoma visival nas duas primeiras semanas.

Durante o exame físico, o médico verifica todas as estruturas do seu joelho machucado e os compara com o seu joelho não lesionado. A maioria das lesões ligamentares pode ser diagnosticada com um exame físico completo.

Exames que podem ajudar o seu médico confirmar seu diagnóstico incluem:

Raios-X: Embora não vai mostrar qualquer prejuízo para seus ligamentos colaterais , raios-x pode mostrar se a lesão está associada com um osso quebrado.

Ressonância magnética (RM): Determina o ponto de onde o ligamento foi lesionado e ajuda a classificar a lesão.

Tratamento

Lesões do LCM raramente requerem cirurgia. Ao contrario do ligamento cruzado anterior, elas possuem excelente potencial de cicatrização. O tratamento basicamente incui:

Aplicaçao local de gelo: A maneira correta de gelo uma lesão é a utilização de gelo diretamente para a área lesada por 15 a 20 minutos.

Órtese: o seu joelho deve ser protegido contra a mesma força lateral que causou a lesão . Pode ser necessário alterar as suas atividades diárias para evitar movimentos arriscados. Para proteger ainda mais o seu joelho, pode ser dada muletas para mantê-lo sem colocar peso sobre a perna.

Fisioterapia: Envolve recursos analgésicos e que aceleram a cicatrização (ultrassom, laser, etc) e exercícios de fortalecimento

Infiltração: Reservada para os casos de dor persistente por mais de seis semanas. As vezes, mais de uma aplicaçao pode ser necessária.

Tratamento Cirúrgico

Reservada para a lesão grau III, principalmente para atletas do futebol, pois a instabilidade medial pode causar incomodo e impossibilitar o toque interno de bola.

Retorno aos esportes

Em lesões grau I e II, em geral ocorrem em seis a oito semanas. O principal parâmetro para o retorno é a melhoria da dor. O retorno deve ser gradual. Por exemplo, se você jogar futebol, a sua progressão funcional pode começar como uma corrida leve. Então você avançar para um sprint, e, eventualmente, a corrida completa para chutar a bola. Para atletas profissionais, em alguns casos, pode-se optar pelo uso de um “brace” durante o retorno ao esporte.

Dr. Adriano Leonardi é colunista convidado pelo Eu Atleta. Médico ortopedista, especialista em traumatologia do esporte e cirurgia do joelho. Vice-presidente da sociedade brasileira de medicina de ambientes remotos e esportes de aventura. Sites: www.especialistadojoelho.com.br / www.medicinadaaventura.com.br

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Fisiologista: musculação orientada não afeta o crescimento dos jovens

‘A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura que é definida pela herança genética’, opina o fisiologista Turibio Barros

criança malhando euatleta (Foto: Getty Images)

Dentre os vários mitos relacionados à prática de atividade física, a relação entre exercícios e crescimento é um dos que ainda carece de maior esclarecimento. Em primeiro lugar, existe a preocupação de que algumas modalidades de exercícios possam prejudicar o crescimento em jovens durante a fase de desenvolvimento. Este é um assunto muito polemizado e invariavelmente aborda a questão da prática damusculação. O paradigma que existe é que jovens em fase de crescimento não podem fazer musculação.

Esta questão é praticamente respondida com o raciocínio do bom senso. Certamente um jovem antes da puberdade, não tem ainda o aparelho locomotor amadurecido para fazer a musculação pesada visando hipertrofia. Não tem sequer a retaguarda hormonal para promover aumento expressivo da massa muscular.

exercício pesado de musculação poderia causar danos nas zonas de crescimento ósseo e até prejudicar o processo de desenvolvimento. Vale lembrar que é muito raro isso acontecer, pois para tanto seria preciso um exagero muito grande que certamente iria provocar um mecanismo de defesa na forma de um quadro doloroso que cercearia o processo. Exercícios com pesos aplicados de forma orientada e racional não são proibidos para jovens e não vão prejudicar o crescimento.

Por outro lado existe também o mito de que exercícios físicos podem acelerar o crescimento ou mesmo promover um ganho estatural para jovens com baixa estatura. A verdade é que nenhum programa de exercícios vai alterar a estatura definida pela herança genética. Os fatores que podem alterar o crescimento geralmente estão relacionados a problemas hormonais ou carências nutricionais. Exercícios não promovem ganho nem perda de centímetros de estatura, porém promovem saúde para um crescimento normal.

Nestes casos, a intervenção do especialista no momento adequado pode corrigir o problema e restaurar o curso normal do crescimento. Não existe interferência que a prática de um programa de exercícios durante a fase de desenvolvimento possa promover para fazer um jovem ganhar centímetros de estatura. Todas as histórias relatadas de casos de programas que determinados atletas tenham feito para crescer com exercícios programados não passam de leituras mal interpretadas

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Ainda vista como brincadeira infantil, corda é aliada na luta contra balança

Considerada mundialmente um esporte, modalidade traz benefícios para o corpo e é recomendada a pessoas de todas as idades, mas há restrições.

103342980Pular corda é uma prática que remete à infância. Por muitos, a modalidade é vista apenas como uma brincadeira. No entanto, o exercício, considerado mundialmente um esporte, traz benefícios ao corpo e pode ser um grande aliado para a perda de peso.

A atividade aumenta a resistência cardiovascular, desenvolve a coordenação motora, fortalece pernas e pés, e proporciona um alto gasto calórico. Em média, perdem-se 400 calorias por 30 minutos de exercício.

Para começar a pular corda, é necessário calçar um tênis e vestir roupas leves e confortáveis. O ideal é praticar o esporte em um piso duro e escolher uma corda com o comprimento adequado. O tamanho depende da altura de quem vai se exercitar. Pessoas com até 1,50m devem usar uma corda de 2,45m. Para aqueles entre 1,50m e 1,80m, a corda deve ter 2,65m. Já indivíduos com mais de 1,80m, a corda certa tem 2,85m.

- O ideal é pular corda em chão de piso duro, pois quando houver contato com o solo, este será de maneira mais rápida, gerando menos força na hora de executar o salto. Nossos tendões foram preparados para devolver impacto e não absorver, diferentemente do que as pessoas pensam – explica o professor de Educação Física Christiano Markes.

O esporte é recomendado para pessoas de todas as idades. No entanto, obesos ou pessoas com sobrepeso não devem praticar a atividade. A recomendação também serve para indivíduos que tenham problemas nas articulações dos membros inferiores - quadril, joelhos e tornozelos. Cardiopatas, hipertensos e diabéticos só com liberação médica e sob a orientação profissional.

O fortalecimento da musculatura e das articulações é primordial para quem pula corda. De acordo com Christiano Markes, os iniciantes devem progredir no esporte com cautela e sempre com supervisão profissional.

- Os iniciantes devem começar devagar, de maneira gradativa, saltando com os dois pés, olhando pra frente e sempre com orientação de um professor de Educação Física. Ele vai saber prescrever a sua progressão de maneira correta, segura e eficiente – aconselha.

Tênis deve ser confortável (Foto:Divulgação)

Atleta calça seu tênis de maneira confortável (Foto: Divulgação/Nike)

Manobras

O esporte pode ser praticado individualmente - valorizando a velocidade, a dificuldade e a precisão dos movimentos – ou em equipe - priorizando o sincronismo, a criatividade e o trabalho de grupo.

Há diversas manobras e combinações possível para pular corda. As mais populares são o salto cruzado e o salto duplo. No primeiro, cruza-se os braços como ao dar um abraço em si mesmo e, depois de pular uma vez, descruza-se os braços, revezando os movimentos. O segundo consiste em passar a corda duas vezes sob os pés a cada salto.

Existem três modalidades para bater a corda: a corda simples – na qual uma pessoa salta com uma corda para realizar manobras individuais ou exercícios de velocidade denominados “speed” -, a corda dupla (double dutch) - uma ou mais pessoas saltam entre duas cordas batidas alternadamente por outras duas pessoas - e a roda chinesa (chinese wheel) - duas ou mais pessoas, cada uma com uma corda, executam saltos combinados sobre a própria corda, com uma ponta batida por ela mesma e outra por outra pessoa.

Na double dutch há diversas possibilidades de combinações de saltos, acrobacias e recursos coreográficos. Já a chinese wheel exige precisão técnica, sincronia e ritmo, por isso é considerada a mais difícil das três modalidades.

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Estudo mostra que cérebro está programado para fazer atividade física

 

Cientistas estudam fator genético que faria as pessoas se exercitarem com maior ou menos frequência. Prazer por exercícios poderia ser desenvolvido

 

Que a prática de atividade física regular faz bem à saúde todo mundo sabe. Mas porque será que mesmo sabendo dos benefícios muitas pessoas não se exercitam? Alguns cientistas começaram a especular se, além da falta de tempo comumente alegada, não existiria também umfator genético que faria as pessoas se exercitarem com maior ou menos frequência. E foi justamente isso que uma pesquisa da Universidade de Missouri, conduzida pelo Dr. Frank Booth, descobriu (ainda em ratos): que existem diferenças genéticas que fazem alguns se exercitarem mais do que outros.

Corrida mulher (Foto: Getty Image)

Os pesquisadores investigaram a expressão gênica de uma parte do cérebro responsável pelasensação de recompensa, aquele sentimento gratificante que sentimos após uma corridinha. Eles viram que essa parte do cérebro era mais desenvolvida nos ratos que gostavam mais de correr e menos desenvolvidas nos que praticamente não corriam na roda da gaiola. Ou seja, os ratos sedentários não corriam porque provavelmente não sentiam tanto prazer naquela atividade como os outros ratos, e isso é uma característica genética.

Porém, a conclusão da pesquisa não foi de que algumas pessoas estão fadadas ao sedentarismo e ponto. Eles continuaram os experimentos “forçando” os ratos sedentários a correrem mais e viram que isso alterou o cérebro deles, desenvolvendo mais a área responsável pela sensação de satisfação após a atividade física.

O Dr. Booth, em declaração ao The New York Times, disse que “os humanos podem ter genes que motivam a realização e exercícios físicos e outros genes que motivam ficar sentado no sofá, e com o passar das gerações um tipo de gene pode se tornar predominante na família. Mas predisposições não são ditatoriais. As pessoas podem decidir por se exercitaram e como o experimento final da pesquisa mostrou, elas podem recondicionar seus cérebros de modo que a atividade física se torne prazerosa.”

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Acelere nos 10km: tenha paciência e mantenha ritmo no início da prova

Treinar demais pode produzir menos performance, fique de olho na alimentação e recuperação. Trocar treino por um dia de descanso pode ser melhor.

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Há algum tempo essa era a distância mais comum para os corredores aqui no Brasil, várias provas eram disputadas apenas nessa distância. Hoje em dia, corridas de 5km costumam vir como uma opção nesses eventos. E para se dar bem nos 10km você precisa equilibrar a agressividade de uma corrida de 5km e ter a paciência para dosar o ritmo no começo, assim como nas provas de 21km.

Se você é um amador em busca de bons resultados, algo entre 3 e 5 dias de treino podem ser suficientes. Mas lembre-se que treinar demais pode produzir progressivamente menos performance, então não é por que aquele seu amigo que manda muito bem treina cinco vezes por semana que você vai treinar também. Para alcançar metas ambiciosas, fique de olho na alimentação e na recuperação. Dependendo do número de tarefas que faz no seu dia-a-dia,trocar um dia de treino por um dia de descanso pode ser uma atitude inteligente.

Levando em consideração que quatro dias de treino é uma realidade e você pode se comprometer com isso, seguem algumas sugestões para melhorar especificamente a sua corrida de 10km:

Treino com variação de velocidade – você pode começar a sua semana com um treino entre 50 minutos e 1:10h de corrida confortável com algumas acelerações. Se vai correr em um local plano, faça 5 ou 6 acelerações de 2 minutos em ritmo de prova. E se está em um local com possibilidade de subidas curtas, conjugue essas acelerações com os trechos de subida. Talvez o mais importante aqui seja você conseguir voltar ao seu ritmo de conforto depois de acelerar.

Treino intervalado – esse treino é provavelmente indispensável para você que quer desempenho. Quase sempre as nossas melhores marcas nessas provas vêm com um final mais acelerado, por isso, comece de uma forma mais comedida e vá aumentando o ritmo aos poucos para fazer as séries mais rápidas no final. Varie treinos intervalados mais curtos com treinos intervalados mais longos. Por exemplo, faça de 14 a 20 séries de 300m com 1’ de intervalo numa semana e na outra faça de 8 a 12 séries de 800m com 1’30” de intervalo. E, uma vez por mês, faça séries curtas e longas no mesmo treino (10 x 300m intervalo de 1’ + 6 x 800m intervalo de 1’30”, por exemplo).

Treino regenerativo – talvez uma corrida entre 40 e 50 minutos seja o suficiente para os amadores rápidos, tenha a sensibilidade de que está correndo confortavelmente devagar, seu objetivo aqui é recuperar mais rápido através da corrida e somar quilômetros para a semana. Para não forçar demais aqui, uma sugestão é correr com um frequencímetro, isso pode ajudá-lo anão negligenciar e passar do ponto nos dias tão importantes de corrida mais lenta.

Treino longo – talvez algo entre 1:10h e 2h seja o suficiente para gerar as melhores adaptações para essa prova. Corra num ritmo confortável com algum esforço, e como na prova você precisa chegar acelerando no final, a cada duas semanas, aperte o passo nos 20 minutos finais do treino, ou faça uma série intervalada logo depois de, por exemplo, 4 ou 5 x 400m com intervalo de 45” progredindo em direção ao ritmo pretendido para a prova.

no dia da prova, chegue com antecedência e se organize com calma. Um aquecimento entre 10 e 15 minutos, com os últimos dois ou três dedicados ao ritmo pretendido na corrida, já é o suficiente para um bom começo. Acabe de aquecer e se posicione para a largada. Se quer tempo bom, não pode se dar ao luxo de largar lá atrás e perder preciosos segundos (ou minutos) desviando de corredores mais lentos.

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Copa do Mundo: o cérebro vai a campo!

 

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Falta pouco para o início da Copa do Mundo. A mente do atleta está a todo vapor, com um turbilhão de emoções, sensações, muita ansiedade e pressão por todos os lados.

Segundo Dr Fernando Gomes Pinto, neurocirurgião do Hospital das Clínicas de São Paulo, o talento para brilhar na Copa não está nos pés dos jogadores, e sim, no cérebro. O médico conta com exclusividade ao Portal da Educação Física como está a mente dos nossos jogadores a poucos dias para o pontapé inicial do maior evento esportivo do planeta.

Portal da Educação Física – A derrota em casa na final de 50 traz desgosto e aumenta a responsabilidade. Qual a melhor tática para driblar a pressão da torcida?

Dr Fernando: Usar a pressão a favor. Todos querem a mesma coisa: a vitória. Os jogadores devem se sentir como o instrumento para esta façanha. Um dos grandes nadadores deste século, Alexandre Popov, disse em uma competição que participou: “a cabeça precisa acreditar na força do corpo que ela mesma controla”. E é isso mesmo. O segredo do desempenho esportivo está namente mais do que no corpo. Estamos falando de modelo cognitivo de funcionamento humano. Amente do jogador e a forma de pensar em uma partida determina a real competência, se será materializada no seu desempenho ou não.

PEF – Como deve ser a preparação psicológica destes atletas às vésperas da Copa do Mundo?
Dr Fernando: A pressão dentro de casa é muito grande, mas pode e deve ser revertida como reforço positivo. A técnica de mentalização é fundamental. Os jogadores devem ter uma mentalidade vencedora, ter realmente o espírito vencedor, terem a convicção de que serão vitoriosos. Sem espírito coletivo e competitividade, a seleção brasileira não irá ganhar, nem se tiver os melhores atletas do mundo. Agora é o momento de focar na mentalização, nas palestras motivacionais, em fazer muitas brincadeiras. Isso para que a pressão seja capitalizada de forma positiva.

PEF – O que esta competição de alto nível exige da mente do atleta?
Dr Fernando: Todos são atletas de alta performance. Quem tem mais controle emocional consegue tirar proveito por preservar as habilidades em maior porcentagem. A preparação psicológica é tão importante quanto a física. Atletas campeões olímpicos ou grandes jogadores de futebol como Pelé e o melhor jogador do mundo atualmente, Christiano Ronaldo, têm alto nível de confiança, maior poder de concentração, parecem ter apenas pensamentos positivos e sabem controlar bem os níveis de ansiedade pré-competitiva e também no momento do jogo, o que faz total diferença na hora de bater um pênalty decisivo, por exemplo.

PEF – A neurociência do esporte pode ser uma aliada, como?
Dr Fernando: Pode sim, de duas formas principais: através de treinos preparados por princípios da neuropedagogia e através do desenvolvimento doauto-controle para garantir a alta performance mesmo em situação de estresse.

PEF – Qual a dica para estes jogadores?
Dr Fernando: Além do preparo físico e técnico tradicional, desenvolver a percepção que seus cérebros juntos e interconectados pelo mesmo ideal, funcionarão como um único “cérebro” de um mesmo organismo, a seleção brasileira. Mas existem sim algumas dicas práticas para que os atletas se sintam mais relaxados e confiantes, como elaborar planejamentos da competição, criar rotinas para evitar distrações durante o jogo, ter concentração máxima em cada atitude dentro e fora de campo, fazer ensaios mentais antes das partidas sem se preocupar com os adversários e sim no que se pode controlar: seus pensamentos.

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Após a Copa, público feminino será o novo alvo da Nike no Brasil

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A Copa do Mundo de Futebol ainda nem chegou e a americana Nike já está de olho em um novo alvo no Brasil: o público feminino. “A prática de esportes entre as mulheres é a que mais cresce. E não é só na frequência em academias, mas também em atividades como corrida”, disse Cristian Corsi, presidente da companhia no país, hoje, em evento com jornalistas em São Paulo.

Ele destacou que a empresa já tem várias linhas voltadas a esse público, mas que a ideia é reforçar o posicionamento com ações mais direcionadas, que começarão depois do mundial. “Os homens já terão sido bastante atendidos”, disse.

Além das mulheres, a fabricante também quer ampliar as vendas de material esportivo além do futebol, de olho na Olimpíada de 2016. Segundo Corsi, entre as opções para a companhia está o basquete.

Com receita de US$ 1 bilhão, o Brasil é hoje a terceira maior operação da Nike no mundo, atrás dos Estados Unidos e da China. Até 2019, a companhia pretende dobrar esse valor.

Fonte: ValorEconômico

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Lesão cartilaginosa do joelho: saiba como é o tratamento e recuperação

A cartilagem é um tecido que reveste as articulações do corpo e tem a função básica de absorver e melhor distribuir as cargas aplicadas. Isso ocorre devido a seu alto potencial de deformação plástica e por propriedades que auxiliam na “lubrificação” articular, também conhecido como líquido sinovial. É rico em fibras de colágeno tipo II e é dividida em quatro camadas de células, denominadas condrócitos, que vão desde a superfície articular até o osso. Por isso, vamos falar sobre a lesão na cartilagem do joelho. Entenda mais abaixo:

POTENCIAL DE REPARO LIMITADO

Sabe-se que a cartilagem articular lesada é de potencial de cicatrização muito limitado. Isso se deve às propriedades do tecido cartilaginoso que, ao contrário da maioria dos tecidos do corpo, possui pouquíssimas células, não possui vasos sanguíneos (avascularidade), é aneural, ou seja, não possui terminações nervosas e é riquíssimo em água. Assim, uma vez lesada, a reação inflamatória é muito pequena e a possibilidade de reparo, quase nula.

Lesão no joelho euatleta (Foto: Getty Images)
Lesão cartilaginosa no joelho pode afetar os atletas (Foto: Agência Getty Images)

Para que uma lesão cartilaginosa se desenvolva, é necessário que haja trauma articular, que pode ocorrer em uma torção ou contusão direta. Geralmente, acompanha lesão a outras estruturas articulares, como distensões e rupturas de ligamentos, Classificamos os defeitos condrais ou cartilaginosos quanto à sua localização, profundidade, (superficial ou profundo) e diâmetro. O tamanho da lesão e o local de sua ocorrência são fatores que influenciarão nos sintomas que o paciente desenvolverá. Um defeito cartilaginso de 3mm em uma área que não suporta peso tem, obviamente, melhor prognóstico que um defeito de 15mm em local de suporte de peso, por exemplo, na área de contato entre o fêmur e a tíbia.

DEGENERAÇÃO

Em estudos laboratoriais, aparentemente, a lesão cartilaginosa, no momento de sua ocorrência, libera mediadores inflamatórios dentro da articulação. Com a perda estrutural, acontecerá, invariavelmente, a distribuição anormal de peso entre os ossos. Assim, resultará em deformidades, dor e limitação de movimento, processo também conhecido como osteo-artrose. Isso, sem dúvida, leva a limitações importantes, fazendo com que a lesão cartilaginosa seja o grande desafio da medicina esportiva da atualidade.

É POSSÍVEL REPARAR CIRURGICAMENTE A CARTILAGEM LESADA?

No decorrer dos anos, muitas técnicas cirúrgicas que estimulassem a cicatrização e o reparo da cartilagem articular foram desenvolvidas, mas nenhuma se mostrou, até hoje, 100% eficaz. O raciocínio de que uma reposta inflamatória eficiente poderia se desenvolver não da cartilagem lesada, mas do osso abaixo dela, também conhecido como subcondral, levou ao desenvolvimento da espongilização, drilling e micro-fraturas, que nada mais são que “raspagens” ou perfurações múltiplas, causando sangramento e, consequente cicatrização. Observou-se, no entanto, que o defeito cartilaginoso é preenchido não por tecido cartilaginoso, mas por fibro-cartilagem, rica em fibras colágenas tipo I, com propriedades biomecânicas diferentes da cartilagem hialina articular.

Atualmente, existe uma tendência em se indicar o procedimento em pacientes com idade acima de 40 anos, com múltiplas lesões, ou atletas de alta demanda com lesões pequenas, menores que 1cm. Com a evolução das pesquisas, surgiram as técnicas que envolvem o transplante de tecido cartilaginoso. São conhecidos como transplante ostocondral e mosaicoplastia. A primeira técnica envolve a retirada de um bloco de tecido cartilaginoso junto a tecido ósseo e inserção direta no defeito articular e a segunda envolve processo semelhante, porém com inserção através de paliçadas. São procedimentos indicados para pacientes jovens, com grandes defeitos

O FUTURO

Uma nova técnica desenvolvida na escola Gothenburg, na Suécia, aparenta ser promissora no tratamento de defeitos cartilaginosos. Trata-se da cultura de condrócitos. Nesta técnica, um pedaço de cartilagem sadia é retirado de uma área sadia, há tratamento e crescimento celular em laboratório por determinado período. Estas células cultivadas são reimplantadas no defeito cartilaginoso e recobertas por um flap de periósteo, a membrana que envolve o osso. Os resultados a curto prazo têm se mostrado excelentes no alívio de dores e retorno ao esporte e demonstram que, talvez, a chave para a cura da lesão cartilaginosa seja a manipulação direta da célula, possivelmente através do trabalho em células-tronco, ou da clonagem de tecido.

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Hiponatremia: exercício no calor e o cuidado com a reposição de sódio

Quando a sudorese é grande, a perda de sódio é alta. À medida que ocorre a reposição de água, a concentração deste nutriente no sangue cai mais

 

exercício no calor exige sempre cuidados especiais com a reposição de líquidos para evitar a tão temida desidratação. Felizmente a preocupação em se reidratar já se tornou um hábito “consagrado pelo uso” entre os praticantes de exercícios físicos. O que ainda não se tornou um consenso para os que praticam exercícios em climas quentes é a necessidade de reposição de sódio durante a prática, apesar do uso dos isotônicos estar bastante difundido.

Curiosamente, o conhecimento de que perdemos sais minerais pelo suor já é bastante prevalente, entretanto ouvimos muito mais sobre a preocupação com a reposição de potássio do que com o sódio. Na verdade, o risco decorrente da perda de sódio em grande quantidade com a sudorese é que causa preocupação.

Hiponatremia euatleta suor corredora (Foto: Getty Images)
Exercícios no calor, como a corrida: cuidado com a reposição de líquidos é importante (Foto: Getty Images)

 

Este quadro, denominado hiponatremia levou algum tempo para ser reconhecido como um sério problema para a situação do exercício no calor. A preocupação era sempre com a necessidade de evitar a desidratação, e portanto a recomendação da reposição de água. O que ocorre é que quando a sudorese é abundante, a perda de sódio pode se tornar muito significativa, e à medida que ocorre a reposição de água, a concentração de sódio no sangue cai ainda mais, pela diluição com grandes volumes de água ingeridos.

A queda progressiva do sódio no sangue compromete o desempenho, desencadeia episódios de cãibras e pode provocar problemas mais sérios domo edema cerebral, quando a magnitude da redução atinge níveis críticos. A dificuldade da identificação do problema existia porque os sintomas são muito semelhantes aos da desidratação e os portadores do quadro se mostravam adequadamente hidratados, porém tendo ingerido sòmente água.

Um dos episódios mais dramáticos da hiponatremia foi a chegada da maratonista suíça Gabrielle Andersen na maratona das Olimpíada de Los Angeles, quando a atleta protagonizou uma cena que se tornou inesquecível. Os evidentes distúrbios neurológicos com alteração dramática da coordenação motora nos metros finais da prova evidenciavam os sinais típicos do quadro de hiponatremia.

Evitar a queda do sódio no sangue durante exercícios prolongados, particularmente em dias mais quentes deve ser uma preocupação tão importante quanto evitar a desidratação. Para isso, o uso das bebidas isotônicas, ou até mesmo fontes de sódio em sucos naturais como a água de coco torna-se uma atitude altamente recomendável.

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Olimpíadas de Inverno de Sochi 2014

Olimpiadas

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, oficialmente Jogos da XXII Olimpíada de Inverno, acontecem entre 6 a 23 de fevereiro e têm como sede principal Sóchi e como subsede o resort da Clareira Vermelha, localizados no krai de Krasnodar, na Rússia. Os Jogos Paralímpicos estão sendo geridos pelo mesmo comitê organizador (SOGOC).

Esta é a segunda vez que a Rússia sedia as Olimpíadas e a primeira vez que sediará os Jogos Olímpicos de Inverno. Anteriormente, o país sediou dos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, enquanto ainda fazia parte da União Soviética. Sóchi é a primeira cidade subtropical a sediar os Jogos de Inverno, sendo conhecida como destino de verão por causa do seu clima moderado.

Os Jogos são realizados em dois clusters, o costeiro em Sóchi sediando os esportes de gelo e o das montanhas sediando os eventos de neve na Clareira Vermelha.

A preparação para os Jogos não envolveu apenas os locais de competição, mas também grandes obras nos sistemas de telecomunicações, potência elétrica, e transportes na área de Sóchi. Essas melhorias incluem a construção de várias arenas na costa do Mar Negro, no Vale Imeretinsky, além das infraestruturas na Clareira Vermelha, que também são novas.

Existem 98 eventos com mais de 15 disciplinas em 7 esportes foram incluídos nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Há três disciplinas de patinação, elas são patinação artística, patinação de velocidade e patinação velocidade em pista curta.

Há seis disciplinas desportivas, elas são, esqui são alpino, esqui cross-country, estilo livre, combinado nórdico, ski jumping e snowboard. Há duas modalidades desportivas de trenó, são bobsleigh e skeleton.

Os outros quatro esportes são biatlo, curling, hóquei no gelo e luge. Um total de doze novos eventos serão disputados para tornar o maior Jogos Olímpicos de Inverno até à data.

  • Biathlon pictogram.svg Biatlo
  • Bobsleigh pictogram.svg Bobsleigh
  • Nordic combined pictogram.svg Combinado nórdico
  • Curling pictogram.svg Curling
  • Alpine skiing pictogram.svg Esqui alpino
  • Cross country skiing pictogram.svg Esqui cross-country
  • Freestyle skiing pictogram.svg Esqui estilo livre
  • Ice hockey pictogram.svg Hóquei no gelo
  • Luge pictogram.svg Luge
  • Figure skating pictogram.svg Patinação artística
  • Speed skating pictogram.svg Patinação de velocidade
  • Short track speed skating pictogram.svg Patinação de velocidade em pista curta
  • Ski jumping pictogram.svg Salto de esqui
  • Skeleton pictogram.svg Skeleton
  • Snowboarding pictogram.svg Snowboard

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Ol%C3%ADmpicos_de_Inverno_de_2014

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